quarta-feira, 13 de maio de 2009

Ser ou ter?

Nossa correria diária não nos deixa parar,para perceber se o que temos já não é
o suficiente para nossa vida.Nos preocupamos muito em TER: ter isso, ter aquilo, comprar isso, comprar aquilo.Os anos vão passando, quando nos damos conta, esquecemos do mais importante que é VIVER e SER FELIZ!Muitas vezes para ser Feliz não é preciso
Ter, o mais importante na vida é SER.As pessoas precisam parar de correr atrás
do Ter e começar a correr atrás do SER: Ser Amigo, Ser Amado, Ser Gente.
Tenho certeza de que, quando SOMOS,ficamos muito mais Felizes do que
quando Temos.O SER leva uma vida para se conseguir e o Ter muitas vezes conseguimos logo.
O SER não se acaba nem se perde com o tempo, mas o Ter pode terminar logo.
O SER é eterno, o Ter é passageiro. Mesmo que dure por muito tempo, pode não trazer
a Felicidade... E é aí que vem o vazio na vida das pessoas...Por isso, tente sempre SER e não Ter.Assim você sentirá uma Felicidade sem preço!Espero que você deixe de cobrar o que
fez e o que não fez nos últimos anos e que você tente o mais importante:
SER FELIZ

Nada nesse mundo é nunca mais...

A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil, delicado e penetrante dos sentimentos.É o mais independente. Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos,as distâncias, as impossibilidades. Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto no exato ponto em que foi interrompido.Afinidade é não haver tempo mediando a vida. É uma vitória do adivinhado sobre o real.Do subjetivo para o objetivo. Do permanente sobre o passageiro.Do básico sobre o superficial. Ter afinidade é muito raro.
Mas quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar. Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois que as pessoas deixaram de estar juntas. O que você tem dificuldade de expressar a um não afim, sai simples e claro diante de alguém com quem você tem afinidade.
Afinidade é ficar longe pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam,comovem ou mobilizam. É ficar conversando sem trocar palavras. É receber o que vem do
outro com aceitação anterior ao entendimento.
Afinidade é sentir com. Nem sentir contra, nem sentir para, nem sentir por, nem sentir pelo.Quanta gente ama loucamente, mas sente contra o ser amado.Quantos amam e sentem para o ser amado,não para eles próprios. Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo. É olhar e perceber. É mais calar do que falar, ou, quando é falar, jamais explicar: apenas afirmar. Afinidade é jamais sentir por. Quem sente por, confunde afinidade com masoquismo. Mas quem sente com, avalia sem se contaminar. Compreende sem ocupar o lugar do outro. Aceita para poder questionar. Quem não tem afinidade, questiona por não aceitar. Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças. É conversar no silêncio, tanto nas possibilidades exercidas quanto das impossibilidade vividas. Afinidade é retomar a relação no ponto em que parou sem lamentar o tempo de separação. Porque tempo e separação nunca existiram.Foram apenas oportunidades dadas (tiradas) pela vida, para que a maturação comum pudesse se dar.E para que cada pessoa pudesse e possa ser, cada vez mais a expressão do outro sob a forma ampliada do eu individual aprimorado.